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O PAPEL DOS PAIS E OS LIMITES NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS
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Qua, 26 de Outubro de 2011 17:13

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A personalidade da criança e do adolescente se estrutura e molda essencialmente no meio familiar. Os pais, responsáveis pela educação e orientação de seus filhos, devem assumir o seu papel e, além de oferecer amor, impor limites a seus descendentes. Tal tarefa, ainda que exigente, não pode deixar de ser exercida com autoridade, à medida em que os filhos necessitam compreender a verdadeira figura dos seus responsáveis.

 

A idéia de limite na educação dos filhos, que não raras vezes é compreendida equivocadamente como imposição de castigo ou punição, deve ser percebida como um processo de formação da personalidade da criança, um marco em sua socialização, que envolve, dentre outras condutas, a compreensão, o diálogo, o convívio e o respeito. É através de tais condutas, que são transmitidos valores éticos sólidos capazes de fazer com que a criança e o adolescente ajustem seus comportamentos às exigências da vida dentro da coletividade e obedeçam regras básicas de convivência.

 

A imposição de fronteiras aos filhos, desde que apropriadas, ensina-os a compreender a posição dos pais, os quais, aliás, não devem se sentir culpados por estarem em grande parte do dia afastados do lar, ou pelo fato de dizerem “não” aos seus filhos. Nesses casos, muitos deles procuram compensar sua ausência com condutas permissivas, apelando à via ilusoriamente fácil das “compensações”, que vão desde a concessão de liberdade desmedida até a falta contínua de respeito e de cumprimento de qualquer dever. Pelo contrário. Sua ausência em razão de sua atividade profissional não significa falta de amor ou atenção, mas sim, dignidade para o seu sustento.

 

Os pais, de fato, devem conhecer seus filhos e suas rotinas, e têm o compromisso de procurar identificar quem são seus amigos e na companhia de quem estão quando saem. Ao chegarem em casa, eles devem privilegiar o convívio, escutar com interesse as experiências vividas pela criança e pelo adolescente, bem como estimulá-los a freqüentar a escola e a

respeitar o próximo.

 

Há de se destacar, por fim, a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente como regulador da convivência entre pais e filhos, pois, se de um lado coloca a criança e o adolescente como sujeito de direitos e merecedores de tratamento especial, por outro, prescreve que a educação dos filhos deve ser feita sem expô-los à humilhação, lesão ou vexame. Os pais, enfim, devem ser vistos pelos filhos como uma referência positiva e segura, como aqueles que irão educá-los e apoiá-los com firmeza e confiança, e não tão somente como os seus melhores amigos, pois estes, os filhos naturalmente

irão buscá-los no decorrer de suas vidas.

 

Assim, a educação dos filhos, embora seja tarefa complexa, deve ser baseada num ambiente familiar de paz, carinho e diálogo, sem, contudo, transferências de responsabilidades ao Estado, representado pela figura da escola, do Promotor de Justiça, Juiz de Direito ou do Conselho Tutelar. O direito/dever dos pais de educar seus filhos implica, necessariamente, imposição de limites, guardadas as proporções quanto aos motivos, meios e modos de correção, bem como quanto à sua finalidade, que é essencialmente educativa, à medida em que imputam valores imprescindíveis para o desenvolvimento dessas crianças e adolescentes, o que se constitui, sem dúvida, em um verdadeiro ato de amor

 

Miguel Granato Velasquez,

Promotor de Justiça,

Coordenador do Centro de Apoio da Infância e da Juventude

 
A POLÍTICA DA FAMÍLIA
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Qua, 06 de Abril de 2011 17:29

O pensamento de R. D. Laing

(Site original: www.cobra.pages.nom.br)

Das inúmeras explicações apresentadas para responder pelas diferenças antagônicas de personalidade, relacionadas com a ordem de nascimento dos filhos, nenhuma satisfaz a todos. Os psicanalistas seguidores da "psicologia individual" de Alfred Adler salientam que o fato de ser "destronado" devido ao nascimento de um irmãozinho ou irmãzinha, fará o mais velho lutar para recuperar a atenção dos pais. Para o psiquiatra inglês, de origem escocesa, Ronald David Laing, os instrumentos que os pais têm para aumentar a confiança ou a insegurança de seus filhos é o que realmente conta. Com esta teoria tornou-se um dos mais aceitos expoentes da Psicanálise Existencial desenvolvida por Sartre.

Na medida que a mente da criança se desenvolve, sua visão da vida, do que as pessoas são e do que elas mesmas são, cristaliza-se em seu subconsciente e conduz a que ela desenvolva um comportamento que a resguarda dos perigos no seio de sua própria família.

Para viver no mundo segundo essa visão, ela adota, em relação a si, à família e aos outros alguns princípios diretivos para o seu comportamento, e para ver confirmados esses princípios, ela forjará alguns jogos que os colocará à prova.

Na educação dos filhos, os pais estimulam ou negam a realização pessoal da criança fazendo-lhes desconsiderações, injunções, atribuições ou as reconhecem limitada e especificamente, uma técnica que, para Laing tem um efeito decisivo na gênese do comportamento do adulto. Nesta mesma linha de pensamentos, Eric Berne enfatizou que as crianças fazem as coisas para alguém. Um menino é brilhante, ou atlético, ou bem sucedido, para sua mãe, e uma menina é brilhante, ou bonita, ou fértil, para seu pai. Ser bonita (como ser bem sucedida) para ela não é questão de anatomia, mas de permissão paterna. "Somente o sorriso do pai pode fazer a beleza brilhar dos olhos de uma mulher", diz Berne. Por outro lado, o menino é estúpido, fraco ou desajeitado para seus pais, e a menina é estúpida, feia ou frígida, se isso é o que os pais querem.

Considerações e Desconsiderações. Como regra, os pais aplaudem o comportamento do filho que pode fazê-los se sentirem importantes como pais de uma criança inteligente, bem dotada, ou que atendam Às suas necessidades de auxílio nas tarefas domésticas ou nos negócios, ou ainda para que possam aparecer como vítimas martirizadas de filhos que eles mesmos escolheram fazer as ovelhas negras da família.

Injunções. Os pais encorajam seus filhos por caminhos que, de acordo com sua visão do mundo e sua teoria de vida, supostamente lhes trariam bem estar e sucesso. "Trabalhe duro", "Seja uma boa menina", "Economize seu dinheiro", "Seja sempre pontual" são exemplos do que Laing chama Injunções.

Atribuições. Laing (op. cit.) diz que o melhor modo de fazer alguém se tornar um certo tipo de pessoa é através de "atribuições", ou seja, é dizer a ela que ela é o tipo que se deseja que ela venha a ser. Se é dito À criança que ela é um bom menino ou boa menina, ele ou ela assumirão o papel de bom menino ou boa menina. Será ainda melhor se uma terceira pessoa transmite para ela a opinião ouvida a seu respeito.

Ao fazerem atribuições a seus filhos, os pais tendem a seguir uma regra que eu chamo "das três atribuições básicas". Se têm três filhos, eles usualmente buscam fazer de um deles, geralmente o mais velho, a criança prodígio. Outro filho, provavelmente o segundo, será treinado para ser responsável e prestativo, útil à família sob variadas formas. Outro, possivelmente o terceiro, será treinado para ser o filho difícil, podendo no entanto ser charmoso e desligado, ou repulsivo e estúpido, ou mesmo o bobo da família. Essa ordem pode, é claro, ser modificada e, no caso de mais filhos, diluída e cada posição compartilhada por dois ou mais.

Para conseguir seus propósitos, os pais não precisarão mais que dizer respectivamente a cada filho que ele é inteligente, que é prestativo e bom filho, ou que é um fracasso, fazendo/lhe atribuições arbitrárias que as crianças aceitam. Para reforçar essas atribuições, no caso do exemplo acima, os pais presentearão os filhos de acordo: ao mais velho darão livros e jogos que requeiram reflexão ou o que quer que esteja em relação com a excepcionalidade que buscam desenvolver nele. Ao segundo, darão miniaturas de oficinas ou, se é uma menina, ferrinho de engomar, vassourinha, miniaturas de cozinhas e lavanderias, etc. Ao mais novo não se dão ao trabalho de dar qualquer presente ou, se lhes pede, lhe darão coisas que não seja bem o que ele quer.

Tanto quanto sei, a expressão Política da Família foi usada primeiro por Ronald David Laing no seu livro deste mesmo título, significando que os pais usam táticas sutis para criar - no meio familiar - respeito em relação a alguns de seus filhos, enquanto promovem o preconceito contra ao demais.

Muito do que no tempo de Laing era considerado efeito de experiências abusivas, hoje é dito ser problema de falha genética. No entanto, como comento em A Infância dos Três Porquinhos (Ed. Valcy, Brasilia, 1985), os resultados estatísticos mostram os mais velhos consistentemente diferentes dos nascidos depois, o que não guarda correspondência com a estatística biológica: se essas diferenças fossem devidas a genes, não seriam privilégio de determinado posto na ordem de nascimento.

Assim, pouca dúvida fica de que seja influência da política da família aqueles traços de personalidade encontrados usualmente como característica dos mais velhos ou dos caçulas. Isto é o que faz da teoria de Laing uma conquista importante na compreensão da formação da personalidade. É ainda mais importante quando se considera a infelicidade que o preconceito cria no seio da família. Se deseja conhecer em resumo a tese de Laing, eu a exponho no livreto acima referido, ilustrada na fábula dos 3 porquinhos; basta clicar aqui

Rubem Queiroz Cobra

Aberta em 02/09/98

Última atualização ( Qua, 06 de Abril de 2011 17:43 )
 
Gênese da Corrupção
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Ter, 07 de Setembro de 2010 20:20

“(...) que os criminosos fiquem em terra de meus senhorios e vivam e morram nela, especialmente na capitania do Brasil que ora fiz mercê a Vasco Fernandes Coutinho (...) e indo-se para morar e povoar a capitania do dito donatário, não possam lá ser presos, acusados, nem demandados por nenhuma via nem modo que seja pelos crimes que cá (em Portugal) tiverem cometido (...)”
(D. João III, 1534)

Somos fruto de um legado errático proporcionado por aqueles que aportaram nestas terras há pouco mais de cinco séculos. Fomos colonizados pelo que havia de pior, os chamados degredados. Assaltantes, ladrões, homicidas, vadios, heréticos, enfim, párias da sociedade portuguesa que receberam não como prêmio, mas como castigo, o indulto para habitar o Novo Mundo.

Indivíduos desta estirpe, miscigenados com o tempero do clima tropical, acabaram por fomentar uma raça de pessoas com valores e princípios desprovidos de moral e ética. Uma herança fenotípica que penetrou no DNA, tornando-se herança genética. Não se trata mais de questionar o que é bom ou ruim, onde reside o bem o e mal, mas apenas constatar o que é.

A barganha nos governa desde a mais tenra idade. O comportamento exemplar é laureado com sorvete e brinquedos. Boas notas valem uma viagem. O ingresso na faculdade é recompensado com um carro. Dedurar atos corporativos inadequados converte-se em promoção. Confessar os pecados e rezar uma dúzia de orações garante a salvação da alma.

Meias-verdades são mentiras inteiras. Tautologicamente, mentiras inteiras ditas persistentemente tornam-se verdades. E verdades absolutas. Assim desenvolveu-se Hitler, orientado por Joseph Goebbels.

Correios, IRB, Furnas, são versões atualizadas da Coroa-Brastel, do escândalo das jóias, da Operação Uruguai. São apenas notícias na pauta do dia. Estamos diante de um supermercado dotado de gôndolas com as mais diversas opções: prevaricação, nepotismo, peculato, jogatina, favorecimento, desvio, desfalque, subserviência. Escolha a que mais lhe agradar.

Os atos sórdidos invadem o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. São observados nas esferas federal, estadual e municipal. Nas pequenas, médias e grandes empresas. Podem ser encontrados na Educação, na Saúde, na Habitação, nos Transportes, na Cultura, nos Esportes. Escolha onde deseja procurar.

As concorrências públicas são direcionadas, jogos de cartas marcadas. Os recursos não viram salas de aula para educar, leitos em hospitais para assistir, medicamentos para curar, casas para morar, água para culturas irrigar.

Terras escriturais, pedras preciosas certificadas, títulos da dívida agrária, são todos vendidos com valor de face superfaturado para liquidação de débitos junto ao Fisco. Liminares, mandados de segurança, despachos, recursos, agravos alimentam a indústria da protelação – e da empulhação. Enquanto isso, o furto de uma fruta numa barraca de feira leva ao cárcere o réu, ainda que primário.

Qual a diferença entre o deputado que recebe o “mensalão” e o síndico que embolsa uma comissão sobre o valor de um serviço contratado? Qual a distinção entre o empresário dono de cervejaria que se utiliza de expedientes diversos para reduzir a carga tributária e os profissionais liberais, notadamente médicos, dentistas e advogados, que concedem desconto nos serviços prestados quando dispensados da emissão de um recibo ou nota fiscal? A medida é apenas sua magnitude.

A corrupção está presente no ambulante que, em barracas montadas nas vias de grande circulação ou nos semáforos, comercializa produtos adquiridos sem nota fiscal, com procedência discutível, vendendo-os igualmente sem documento fiscal, desprovidos de qualquer garantia. Está presente também na atitude de quem adquire tais produtos. Está estampada nas embalagens cujo peso aferido não corresponde ao declarado. Está institucionalizada nas repartições públicas nas quais se paga uma guia de arrecadação para dar maior celeridade a um processo burocrático qualquer.

A Lei é falha porque é complexa, porque são muitas, porque não são aplicadas – embora aplicáveis. Os impostos não são pagos em sua integralidade porque são muitos, porque são elevados, porque não conferem contrapartida social – embora a arrecadação cresça continuadamente. Somos todos pequenos ou grandes foras-da-lei, porque nos justificamos pela rebeldia, pela indulgência, pela sobrevivência, pela impunidade, exceto pela genética.

Construa-se um muro delimitando nossas divisas territoriais. E deixe que os antropólogos estudem o que acontece neste país.

07/07/2005

Tom Coelho!, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP, é empresário, consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp. Contatos através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
 
Pai, atenção, você pode ser demitido
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Seg, 09 de Agosto de 2010 19:39
Seus filhos estão vendo você o tempo todo. Por isso, é interessante trazê-los para sua vida

Por Roberto Shinyashiki

A sensação de que o tempo está passando, os filhos estão crescendo, e se está à margem deste processo, como um mero espectador, é um sofrimento para muitos pais. Se você é pai e sente que lhe falta tempo para acompanhar seus filhos, fique esperto: ter pouco tempo não é igual a não ter tempo.

O importante é aproveitar o pouco tempo de que dispõe, de modo a tirar seu máximo proveito. No final da semana, por exemplo, separe pelo menos 3 horas para vocês saírem juntos e colocarem as fofocas em dia. Se você utilizar bem suas horas livres, criará um relacionamento muito mais construtivo (e de respeito) com seu filho.

Outro fator essencial para o relacionamento é perceber que você precisa estar com seus filhos para ser mais competente. Não é só seu filho que precisa de você. Você também precisa dele. O tempo que passam juntos serve para você respirar e recarregar as baterias. É um momento para semear dentro de você uma nova energia, uma nova maneira de enxergar a vida.

A preocupação em deixar uma boa herança material para os filhos transforma muitos pais em workaholics (trabalhadores compulsivos). Não é assim que deve funcionar. A melhor herança para os filhos é a certeza de que são amados ou foram amados pelos pais. Esse sentimento não é transmitido com presentes, mas com olhares cúmplices, com um ombro amigo nos momentos de dor ou com frases do tipo “Filho eu adoro ser seu pai. Tenho orgulho de você. Obrigado pelas coisas que você me ensina”.

No entanto, para muita gente expressar sentimentos não é tarefa fácil. Alguns pais têm muita dificuldade em dar carinho aos filhos, mas nunca é tarde para começar. Pode ser aos poucos, mas é preciso começar de alguma forma. Veja, abaixo, três dicas que eu considero essenciais para você incrementar o relacionamento com seu filho:

1. Entenda que cada filho é um ser único. Respeite suas características e necessidades particulares. Se você tem dois filhos, procure sair com cada um deles em dias distintos. É claro que alguns programas devem reunir a família inteira, mas é importante existir um momento em que seu filho se sinta especial. Para que ele possa reclamar da professora, comentar sobre um amigo ou contar uma façanha.
2. Dedique tempo também para o filho que não tem problemas. A maior parte dos pais tem a tendência de dar toda a atenção para o filho que está com dificuldades na escola, doente ou terminou o namoro. De imediato, o outro que está indo bem percebe que não há vantagem nenhuma em ser um estudante ou uma pessoa responsável. Cedo ou tarde, ele começará a criar problemas em troca de sua atenção.
3. Mantenha presença marcante na vida de seus filhos. Apesar da falta de tempo, não deixe tudo para o final de semana. Principalmente os pais que são separados. Mesmo que, lá pelas 7 da noite, você ainda esteja trabalhando, telefone perguntando como foi o dia das crianças. Conte também sobre seu cotidiano. Seu filho deve ter curiosidade em saber o que você faz quando está longe dele.

Uma palavra final para os pais que têm filhos problemáticos. Talvez seu filho não queira estudar e você esteja aí enchendo a paciência dele. Lembre-se: seus filhos tomam você como modelo. É um constrangimento imaginar que pais que nunca abriram um livro e nunca fizeram um curso exijam isso dos filhos. O mesmo ocorre com as mães que estão acomodadas, morrendo de medo de sair do emprego em que são desvalorizadas, e buzinam o dia inteiro no ouvido de suas filhas que elas tem de ter autonomia e coragem de ousar.

Seus filhos estão vendo você o tempo todo. Por isso, é interessante trazê-los para sua vida. Se você está se formando num curso, convide-os para assistir a cerimônia. Eles precisam notar que você continua estudando. Que a mãe continua ousando e aprendendo coisas novas. Isso vai ser um estímulo para eles. E mais: seja o ídolo de seus filhos. Mas isso você só vai construir no dia-a-dia, na simplicidade de estar aberto para aprender junto com eles, na maneira como conduz seus atos e sua vida. Adote seus filhos antes que eles saiam atrás de um beadhunter de pai.

Roberto Shinyashiki é conferencista e escritor, autor de 10 livros, entre eles Pais e Filhos – Companheiros de Viagem (www.clubedoscampeoes.com.br)

 
Elas...
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Sáb, 26 de Junho de 2010 19:36

“Não existe maneira de ser a mãe perfeita,
e há milhões de maneiras de ser uma boa mãe.”
(Jill Churchill)

São elas amarelas, brancas, negras.
Amarelas tal qual o brilho do sol,
Brancas feito a maciez da neve,
Negras como o mistério acolhedor da noite.

São elas biológicas ou adotivas.
Nas primeiras, cresce-se antes na barriga.
Nas demais, cresce-se permanentemente no coração.

São elas fortes, corajosas e tolerantes.
Resignam-se diante das transformações do corpo,
Superam a ansiedade da espera,
Suportam as dores do parto.

São elas provedoras e guardiãs.
Oferecem-nos o sustento nutrido a partir do colo,
Concedem-nos a segurança reconfortante
De braços e abraços.

São elas instrutoras, professoras, educadoras.
Instruem-nos o aprendizado,
Conduzem-nos pelos caminhos,
Professam-nos sua sabedoria.

São elas advogadas, engenheiras ou arquitetas,
Domésticas, executivas ou médicas,
Defendendo nossa integridade,
Edificando nosso caráter,
Planejando nosso futuro,
Curando nossas enfermidades,
Menos do corpo, mais da alma.

São elas referência e reverência,
São elas exemplos e opiniões,
São elas a nos trazer à vida,
Embora não possam nos dar, a vida.

São elas Anas e Marias,
Rosas e Patrícias,
São elas mulheres,
Elas são...
Mães!

* Tom Coelho presta esta homenagem à sua mãe, in memorian, e a todas as mulheres: as que já são mães, as que ainda serão e aquelas que mesmo não pretendendo ou podendo sê-las, sempre carregarão consigo a semente da maternidade.

06/05/2005

Tom Coelho!, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP, é empresário, consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp. Contatos através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
 
O Avesso do Assédio Sexual
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Dom, 08 de Agosto de 2010 19:37
Diz-se que uma mulher é assediada sexualmente quando é importunada a fazer algo que lhe traz constrangimentos ou é compelida a  fazer algo que não queira  quer em suas relações de trabalho por subordinação ao patrão, quer em sua vida pessoal.

Só que esse constrangimento parece estar sendo industrializado para se levar vantagem
É que depois da invenção dessa figura jurídica de proteção ao sexo frágil hoje qualquer cantada inofensiva, galanteio inocente ou elogio na mão de uma mulher mau intencionada pode virar acusação de assedio sexual, e parar nas barras dos tribunais e virar indenização por danos morais.

Basta que a mulher depois de contribuir e retribuir ao galanteio venha a alardear a quatro ventos que seu galanteador veio a assedia-la .
Por isso, homens brasileiros, de sangue quente e temperamento latino cuidado, pois o tiro pode sair pela culatra.
(Uma mulher anônima )
 
Derrota e aprendizado
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Seg, 21 de Junho de 2010 19:28
Mais do que continuar derrotado, o erro é insistir no mesmo caminho que repetidamente leva às mesmas frustrações. Pare de pensar na derrota, comece a pensar na vida

Por José Luiz Tejon

Aprender com as derrotas e com os erros, estar livre para tentar, ensaiar e correr riscos. Essa é a marca dos campeões. John Lennon, falando sobre o surgimento dos Beatles, ensina: “Foi em Hamburgo, na Alemanha, que se operou o milagre. Foi lá que realmente nos desenvolvemos. Para manter os alemães acesos e o astral alto, suávamos a camisa. Nunca teríamos aprendido tanto se tivéssemos ficado em casa. Tentamos tudo o que veio à nossa cabeça. Não havia ninguém para copiar. Em Hamburgo, tocamos como quisemos, erramos, fomos diferentes, mas aprendemos a ser nós mesmos!”

Em minha vida, a queimadura no rosto que tive aos três anos de idade foi uma bela saraivada de “gols contra o patrimônio”, tomados logo no início da partida. Com a constatação da impossibilidade de ficar “normal”, por exemplo, com uma cirurgia plástica, sempre vinha junto uma desilusão. No fundo, a peregrinação pelos hospitais concentrava o anseio de comprovar a possibilidade de uma recuperação muito boa. Voltar a ser como antes, isso motivava minha família na luta à procura por médicos. Quando meus pais e eu fomos constatando, com meu crescimento, que não tinha mais jeito de realizar esse anseio, uma sensação de derrota e desânimo tomou conta de todos nós.

No entanto, junto com essa âncora que ia ser abandonada já nascia um novo vôo. A música, a arte, o início de uma nova consciência e a excepcionalidade – tanto na minha quanto na sua vida – não estão mesmo do lado de fora. Viviam e vivem pulsantes no interior mais oculto de cada um de nós. A questão é só dar visibilidade a esse poder!

Foi lá do fim desse poço, do encerrar um ciclo, do dizer “Chega!, não tem mais hospital, não tem mais cirurgia plástica”, de eliminar o desejo de ser “normal” novamente que novas forças se instalaram dentro de mim. Aquela derrota eu não queria mais para mim. Mais do que continuar derrotado, o erro era insistir no mesmo caminho que repetidamente me levava às mesmas frustrações. Parei de pensar na derrota, comecei a pensar na vida. Passei a estudar mais, a aprender novas coisas, a ver como poderia me arrumar para gostar mais de mim mesmo e arranquei para o mundo.

Aprendemos com a derrota. Aprendemos a corrigir os pontos falhos e, com a insistência e a persistência na mesma derrota, a abandonar de vez um caminho fadado ao insucesso. Abrimos novas portas, e uma nova vida passa a existir para nós. A vitória e a derrota nos dão as grandes lições para sermos cada vez melhores e obter prazer com o poder de sermos nós mesmos aceitando e valorizando o “diferente” que vive em nós.

José Luiz Tejon é conferencista, autor do livro "O Vôo do Cisne" (Ed. Gente), professor da ESPM e da Fundação Getúlio Vargas, e Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


 
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