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A ARTE DE ESPERAR
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Qui, 09 de Fevereiro de 2012 16:33

Não é bom agir sem refletir, e erra quem é precipitado.

 Provérbios 19:2

Parece que em nossos dias, vivenciar nossas atitudes exercitando a “espera” realmente pode ser considerado uma “arte”.     

Há pressa para tudo e em tudo. Os prazos são cada vez mais diminutos e os objetivos parecem cada vez mais distantes, particularmente e principalmente no ambiente de trabalho. 

O mundo profissional e empresarial é tão acelerado que, quando não se apresenta assim, passa a idéia de incompetência ou falta de eficiência em seus processos.    

E o que dizer dos benefícios que a comunicação imediata “on line” nos permite? Hoje mesmo, recebi um telefonema que colocou-me, em seguida, em contato com uma pessoa em Nova York e que poderei “conhecer” numa ligação por skype agendada para amanhã?   

Não dá para pensar em voltar atrás e viver sem esses recursos que se multiplicam a cada dia. Você já pensou passar dias esperando a entrega de um documento pelo correio? Já pensou trocar correspondência via correio para discutir um assunto comercial com um cliente seu? Entregar-lhe uma proposta “em mãos” no dia a dia?

O que, em contrapartida acontece na mesma velocidade, é que cada vez nos tornamos mais imediatistas, e a nossa sociedade cada vez mais instantânea.

Tudo precisa ser feito rapidamente, correndo e, na maioria das vezes, não sabemos nem por que; todos estão apressados, ocupados, envoltos em rotinas intermináveis e, fazer parte desse mundo é fazer o mesmo. 

Esquecemo-nos definitivamente de exercitar uma habilidade necessária à vida: a arte de esperar.

Conseqüentemente, e não poderia ser diferente, quando isso não acontece e quando as coisas não funcionam no tempo e como desejamos, nos transformamos em pessoas inquietas, frustradas e acima de tudo, ansiosas.

O mesmo Salomão nos adverte: “Um coração ansioso deixa o homem frustrado e derrotado, mas uma palavra amiga renova as forças” (Pv 12:25).

A Revista Psicology Today publicou “Doze indicadores de preocupações” do homem dos nossos dias:

1) Você tem a tendência de remoer e remoer um problema.

2) Você se irrita facilmente com coisas pequenas.

3) Você se sente inseguro em relação ao futuro.

4) Você se sente desconectado de Deus.

5) Você é uma pessoa naturalmente crítica.

6) Você exibe sintomas físicos de preocupação tais como: dores de cabeça, dores nas costas, enxaqueca.

7) Você tem uma dificuldade enorme de lidar com derrotas.

8) Você se sente esgotado com relativa freqüência.

9) Você se frustra quando não tem o controle das coisas.

10) Você é extremamente sensível a respeito do uso do seu tempo.

11) Você está constantemente – no meio da noite – se lembrando de eventos do passado.

12) Você se mantém fortemente na defensiva quando confrontado”.

Diante de tudo isso, qual seria em sua opinião o aspecto mais difícil da espera?

O mesmo Salomão também escreve que: “Um sonho que demora a se tornar realidade acaba enchendo o coração de tristeza, mas o desejo realizado é árvore da vida” (Pv 13:12).

Equilibrar essas forças que nos impulsionam de um lado para o outro deve ser um exercício constante na experiência da “arte de esperar”.

Quando você aprende a esperar e exercitar a paciência, você irá adquirir sabedoria.

Uma árvore frondosa e forte não cresce da noite para o dia. Os bons vinhos são cultivados durante anos. As qualidades e virtudes que fazem uma pessoa apreciável não são desenvolvidas em horas. O caráter é forjado ao longo da vida, e não adquirido como objeto de consumo.

Assim sendo, aprenda a “arte de esperar”, pois “Não é bom agir sem refletir, e erra quem é precipitado”. Provérbios 19:2

Quando as pressões forem além de suas forças, aprenda com o salmista Davi: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação. Somente em Deus, ó minha alma espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança” (Salmos 62: 1 e 5). 

Que Deus o abençoe rica e abundantemente,

 

Em Cristo,

Rev. Hilder C Stutz

 

 
A BUSCA DA FELICIDADE
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Qua, 05 de Outubro de 2011 18:43

 

Cada pessoa tem uma resposta sobre o que é felicidade e como conquistá-la. A dificuldade de definição está na maneira de como lidamos com as adversidades da vida.

Há pessoas que sempre querem ganhar muito dinheiro, acreditando que com isso alcançará a felicidade plena. No entanto, ser rico não quer dizer ser feliz.

 

Outras pessoas acham que a felicidade é adquirir bens materiais, ter um trabalho bem remunerado, ser reconhecido por seus talentos, possuir uma família harmoniosa e gozar de boa saúde. Por isso acreditam que, se conquistarem tudo isso, conquistarão a felicidade.

 

Li um artigo que dizia que as pessoas se autossabotam. Elas têm sonhos, mas quando o alcançam, voltam os olhos para outras pessoas que conseguiram um pouco mais e isso faz se sentirem frustradas, recomeçando a corrida por um sonho mais largo e mais alto e assim por diante. Com isso, acabam não tendo muito tempo para comemorar suas conquistas, pelas quais tanto batalhou, sentindo-se infelizes novamente.

 

Existem diferentes abordagens ao estudo da felicidade - pela filosofia, pelas religiões ou pela psicologia - O homem sempre procurou a felicidade. Estudiosos sempre se dedicaram a definir sua natureza e que tipo de comportamento ou estilo de vida levaria à felicidade plena.

 

A melhor definição que encontrei para a felicidade é: A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes.

Segundo o ensinamento budista, a suprema felicidade só é obtida pela superação do desejo em todas as suas formas. Dalai Lama diz que a felicidade é uma questão de treinamento mental.

 

Para Aristóteles, a felicidade pode ser atingida pela prática do bem.

 primeiro ministro da China durante o Congresso Nacional do Povo determinou aos políticos de seu país que concentrassem esforços para “fazer o povo feliz”.  Lá a palavra “feliz” se tornou a palavra da moda para aquela população de 1 bilhão.3 milhões de pessoas, tão habituadas a usar a palavra “harmonia” adotada pelos antepassados. 

 

Fiquei a pensar lendo as recomendações sobre o Congresso Nacional do Povo se o governo desse às pessoas  a alimentação, a habitação, a água tratada e a  educação, se não as fariam mais felizes.

Na África, no Sudão milhares de pessoas passam fome e não tem nem onde comprar comida. Como ser feliz num cenário como esse? 

Uma revista britânica publicou um artigo: “Felicidade é a única qualidade da vida que jamais pode ser encontrada através da busca. Se procuramos conhecimento podemos nos aplicar aos estudos; se procuramos poder é possível, por meio de variadas maneiras alcançar tão cobiçado domínio.  A maior parte das coisas na vida podem ser encontradas se as buscarmos com suficiente persistência e determinação”.

 

Isso não acontece com felicidade. Ela não pode ser adquirida ou possuída através de busca incansável. 

Na minha experiência de vida tenho registrado que as pessoas que estão tentando ser felizes são, na maioria, deprimidas e insatisfeitas.

Em todos os lugares homens, mulheres estão numa busca pela felicidade, o que significa que seu estado mental está condicionado a responder ao que lhes acontece. Isso é verdadeiro no mundo profissional e empresarial, onde as circunstâncias podem mudar drasticamente num instante, substituindo felicidade por desespero.

Diante desta realidade é importante perceber que existe uma alternativa maravilhosa: as bênçãos do Senhor.

 

Para ser feliz bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um excelente pacote, mas nossos desejos são ainda mais ousados. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Não basta termos dinheiro para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, uma temporada num SPA cinco estrelas. Um cruzeiro marítimo pelo Mediterrâneo

E no amor? Não basta termos alguém com quem possamos conversar, dividir uma pizza queremos AMOR,  maiúsculo. Queremos estar apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo.

Olhamos a televisão e internalizamos as mensagens de novelas ou propagandas que dão as receitas para a felicidade e o resultado é que esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.

Você pode ser feliz casado ou solteiro, mas pode ser feliz mesmo viúvo. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Juntar penas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.

E se a gente tem pouco, é com este pouco que vamos tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.

A vida não é um jogo onde você testa seus limites para levar o prêmio. Não devemos ser vítimas ingênuas da tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a.

 

Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente suas próprias regras. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.

Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, entusiasmo, mas não felicidade.

Podemos até cair no erro e pensar que felizes são aquelas pessoas com dinheiro de sobra; os que trocam de carro todo o ano; os que têm acesso a todas as satisfações do mundo e por isso mesmo nunca choram. Muita gente pensa que ser alegre é viver como mostram as novelas de televisão.

Só Deus nos preenche com a verdadeira alegria. Somente Dele poderemos esperar aquilo de que precisamos.

 

Deus é a causa da nossa felicidade. Problemas e tristezas costumam nos afastar de Deus.

A verdade é que não sabemos sofrer, não somos capazes de reagir e agüentar a dor. Acabamos nos entregando. Ficamos tristes por não termos dinheiro suficiente para garantir alguns tipos de conforto e facilidades. Nós nos entregamos a um lamurio estéril, que nada resolve e nos deixa mais frustrados ainda.

A maior necessidade na nossa vida e na nossa família é Deus. Só Deus não pode faltar. A alegria do homem é o seu verdadeiro tesouro e não há nada que possa pagar esse presente.

Foi por isso que Jesus adiantou-se em dizer: “Eu vos disse isso para que em mim tenhais a paz. Neste mundo experimentareis a aflição, mas tende confiança, eu venci o mundo!” (Jo 16,33).

Confie em Deus e na Sua providência. Ele não deixará faltar o necessário para você e sua família. Em Deus experimentaremos a alegria de sermos pobres e dependentes do Seu amor.A alegria não pode ser fabricada nem convocada; tampouco pode ser exigida. Esta descrição claramente faz distinção entre alegria duradoura e felicidade temporária, pois a alegria é um cantar interior que não pode ser silenciado por circunstâncias negativas. 

A alegria é o subproduto de um relacionamento saudável e crescente com Deus. Devemos adorar cada vez mais ao Pai, identificarmos mais e mais a presença de Cristo no nosso viver diário e crescermos em obediência ao Espírito Santo.  

Bíblia declara: “Mas o Espírito de Deus produz o amor. a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a felicidade, a humildade, e o domínio próprio...” (Gálatas 5.22).

Que Deus seja Louvado

 

Joel Carreiro

 
ENSINE COM A VIDA
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Sex, 30 de Setembro de 2011 10:02

 

 

“Ensine... com a vida: pela palavra, pelo procedimento, pelo amor, pela fé, e pela integridade” (I Tm 4:12 em “The Message”)

 

-          Ensinar é uma arte!

-          Não me refiro apenas a uma atividade exercida profissionalmente pelos nossos professores e mestres, que nos acompanharam nos primeiros passos pelas descobertas na sala de aula.  

-          O termo educar é originário do latim educare ou ec-ducere e quer dizer extrair de dentro (eduzir). Isso nos leva a perceber, portanto, que a educação não se constitui em mero estabelecimento de informações, mas sim em se trabalhar as potencialidades interiores de um a pessoa, a fim de que essas potencialidades floresçam.  

-          Isso vai muito além de uma sala de aula. Isso diz respeito à vida, aos relacionamentos. Assim é que um pai ensina o filho caminhando com ele o dia a dia. Partilhando a vida com ele em ambientes e lugares, situações e circunstancias, “assentado em casa, ao deitar-se e ao levantar-se” conforme o escritor sagrado (Dt 6:7).

-          Ouvi recentemente o testemunho de um jovem ativista que muito me impressionou. Ele havia convivido algum tempo com a inspiradora Madre Tereza em Calcutá (Índia). Ali, lado a lado com ela, ele aprendera com sua vida alguns valores e princípios que o impactara profundamente.

-          Algo como uma constatação diante das imensas necessidades daquele povo que ela ajudava a socorrer: “Eu descobri um paradoxo, dizia ela: Se você amar até doer, não vai haver mais dor, apenas mais amor”.

-          O testemunho que aquele jovem presenciou dava conta da necessidade que expressamos acima: ENSINAR PELA VIDA.

-          "As pessoas estão olhando, não tanto para um ensino novo, mas para exemplos. Devemos não só conhecer o caminho e mostrar o caminho, mas seguir o caminho." John M. Drescher (pastor menonita)

-          É o ensino que produz transformação e que é fruto de um exemplo da própria vida.

-          A recomendação de Paulo (o apóstolo) ao jovem Timóteo no texto acima, fala de algumas dimensões onde esse ensino pela vida pode acontecer:

 

PELA PALAVRA

-          Como você faz uso das palavras?

-          Para encorajar, para dar suporte, para dar apoio, para dar estimulo, ou para destruir, derrubar, oprimir?

-          Muitos são tentados a pensar e a agir como se exercer influencia sobre os outros é ser “autoridade” nos assuntos, aliando isso ao destaque das deficiências dos outros.

-          Exerça uma influencia positiva através de suas palavras. Enfatize as virtudes, os pontos fortes. Elogie.

-          “As palavras afetam a atitude, e a atitude afeta o desempenho. Portanto, certifique-se de que suas palavras são positivas, porque o que entra influencia a perspectiva, a perspectiva influencia o que sai e o que sai determina o resultado.” Zig Ziglar (conferencista motivacional), em “Sucesso”.

 

PELO AMOR 

-          Amar é provavelmente a necessidade universal mais sublime de ser praticada e a mais difícil de ser atendida. Sua prática não é algo fácil, pois muitas vezes torna-se um desafio diante dos limites da lógica humana.

-          Como estabelecer a lógica diante de um amor de uma mãe ou de um pai para com um filho?

-          Como cumprir o mandamento de amar o nosso inimigo? Quem tem estrutura emocional para isso? Como amar diante da decepção, da frustração, da injustiça, da dor?

-          Mas é exatamente pelo amor e pelo amar que, ao praticá-lo diante de desafios como os inquiridos acima, prestamos um grande favor a nós mesmos. Isso produz saúde emocional, e isso não se adquire, mas se cultiva.

-          É assim que o amor ganha contornos de atitude: “A mais pura forma de amor é dispensada sem nenhuma expectativa de retorno para si mesmo”.

 

PELO PROCEDER ÍNTEGRO 

-          Seja um exemplo e não apenas um exímio cobrador.

-          O proceder com integridade tem sido uma virtude muito escassa em nossos dias e, certamente, uma grande necessidade em nossa sociedade.

-          A relativização de princípios e valores tem empurrado o homem contemporâneo à diminuição da importância que a integridade deve ter na vida do individuo, em seus relacionamentos e no exercício de suas atividades em sociedade.

-          Temos relativizado a verdade tornando-a em mentira tolerada e praticada de forma vergonhosa.   

 

PELA FÉ 

-          Embora seja também um bem escasso em nossos dias, a fé é essencial para o estabelecimento e a manutenção de todos os relacionamentos positivos.

-          É preciso crer no melhor das pessoas, pois não são somente as dificuldades que derrotam as pessoas. Muitas vezes é a própria falta de fé que as derrota.

-          A maioria das pessoas não conta com alguém que confie nelas. Além disso, nossa dúvida pode ser altamente inibidora e pode gerar mediocridade em suas próprias atitudes.

-          E, concluindo, não há nenhum ensino com a vida que possa estabelecer-se com profundidade, que não nos remeta à fé em Deus.

-          Como escreveu Abraham Heschel (rabino austro-americano) “Fé não e o apego a um santuário, mas uma peregrinação infindável do coração. Espera audaciosa, cânticos ardentes, planos ousados, um ímpeto inundando o coração, invadindo a mente – tudo isso e o impulso que nos leva (a amar aquele) que toca o nosso coração como um sino”.

-          Não dá para ver a vida, viver a vida, experimentar a vida sem a perspectiva que a fé em Deus é capaz de produzir no homem, pois “fé é crer no que não vemos e a recompensa dessa fé é ver o que cremos”. Santo Agostinho

-          Descubra essa fé! Deseje essa fé! Viva por essa fé!

-          “Uma pequena fé levará a sua alma ao céu, mas uma grande fé trará o céu à sua alma”. Spurgeon

 

     Que Deus o abençoe rica e abundantemente,

 

Em Cristo,

 

Rev. Hilder C Stutz

 
VOCÊ QUER SER CURADO?
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Qua, 21 de Setembro de 2011 12:47

“Jesus vendo-o... perguntou-lhe: Queres ser curado?” (João 5:6)

 

A vida é feita de relacionamentos, e isto é uma verdade incontestável.  

Mas, também é verdade que no estabelecimento desses relacionamentos vamos nos espantando (positiva ou negativamente) com descobertas múltiplas que vão nos expondo e expondo os outros de forma surpreendente. 

Gosto de uma observação feita por Eugene Peterson (“Um pastor segundo o coração de Deus” – Ed Textus), onde ele, num momento como o descrito acima expressou-se: “Eu costumava olhar para as pessoas e tudo o que via eram imperfeições. Porém um dia, decidi tentar compreender as pessoas e vê-las através da perspectiva de Deus. Comecei a ouvir com um pouco mais de compaixão. Sabe o que descobri? O que eu pensava serem imperfeições eram, na verdade, cicatrizes – e há uma grande diferença”.

Momentos assim são capazes de levar-nos a muitas perguntas, e as perguntas são algo fascinante. É uma verdadeira arte, pois elas nos fazem refletir sobre a vida, levam a pessoa a se entender, e pode nos prover informações preciosas quanto ao que está ocorrendo.

No texto que mencionei, o Mestre dos mestres faz uma pergunta que sempre me intrigou, pois era dirigida a um enfermo, o que fazia com que pensássemos na obviedade da resposta. Mas, como Ele nunca desperdiçou palavras, creio que essa pergunta nos ajuda muito em nosso processo de cura diante de nossas dores e conflitos, pois,

 

TODOS SOMOS FERIDOS

 

Talvez essa ferida possa ser física, ou emocional, ou pode ser espiritual.

A verdade é que desde a queda descrita na experiência do homem no Jardim do Éden, lutamos com um mundo de imperfeições, distorções e traumas.

As feridas emocionais podem ser fruto de situações e contextos familiares, pois nenhuma família é perfeita.

Essas feridas podem ser provocadas voluntária ou involuntariamente, mas elas estão ai diante de nós. Podemos lidar com elas enfrentando-as de uma forma sadia, não permitindo que elas se transformem em angústia ou rancor, ou podemos tentar evitar o sofrimento (tão inerente à nossa natureza humana caída) negando sua existência ou rejeitando a própria vida.

“ ...todavia, não há saúde emocional para aqueles que se trancafiam nos muros altos da raiva amargurada, encastelando-se no rancor invisível a olho nu, que nunca desculpa as ofensas”. Glenio Fonseca Paranaguá, em “Do Tronco ao Trono”, Ed IDE, pág 24.

Por isso, de cada fraqueza temos muito que aprender, e ao aprender sobre nossas limitações podemos encontrar um meio de superá-las.

As feridas emocionais quando não são tratadas e curadas, são como as feridas físicas. Se nessas podemos experimentar uma inflamação, nas outras podemos produzir ira, medo, insegurança, depressão, amargura.

Mas,   

 

 CUIDADO PARA NÃO FICAR PRODUZINDO DESCULPAS 

 

Muitas vezes o processo de cura não acontece conosco porque estamos sempre produzindo desculpas ao invés de nos dispormos a buscar a cura.

Identifique suas causas. Elas podem se vestir das mais variadas formas.

Elas podem refletir o medo de remexer no passado, mesmo porque ele pode ser doloroso e, afinal de contas, já passou. Será?

Muitas vezes, como uma sombra, o passado nos persegue. Se você olhar de frente para ele, você vai enfrentá-lo e vai descobrir que embora doloroso, ele não foi capaz de matá-lo, pois você está aí, vivo. Fugir de um problema não irá resolvê-lo.

Talvez sua dificuldade pode ser perdoar. Mesmo porque talvez você seja o ofendido, e isso torna o processo mais difícil.

Saiba que o perdão vai curar você mesmo. Você vai parar de carregar o peso da ira, do ódio, do rancor, da amargura.    

Falando sobre as conseqüências das atrocidades produzidas por Hitler, um rabino judeu escreveu: “A primeira e geralmente única pessoa a ser curada pelo perdão é a pessoa que perdoa. Quando genuinamente perdoamos, libertamos um prisioneiro e então descobrimos que o prisioneiro que libertamos éramos nós”.   

Não estamos sendo simplistas dizendo que você deve apenas esquecer. O mais importante não é esquecer, mas sermos capazes de lembrar sem que isso nos prejudique de alguma forma. Significa viver além do que aconteceu.

Também não alimente sentimento de vingança.

“A vingança faz sua atenção se prender aos momentos mais feios da vida”. Max Lucado, em “Derrubando Golias”, Ed Thomas Nelson Brasil, pág 53.

Finalmente, quero sugerir a você:

 

 CONFIE EM DEUS E CREIA NA SUA GRAÇA 

 

-          Muitas pessoas usam desculpas para não serem curadas; para não amarem; para não perdoarem. Não desejam mudanças; não desejam “sanidade” de vida. Preferem parecer corajosas, poderosas, resolvidas, estáveis, seguras, suficientes.

-          Qual é a sua dificuldade? Qual é a sua enfermidade?

-          Quero desafiá-lo a crer e confiar na Graça de Deus (o que Deus nos dá gratuitamente). Isso é transformador!

-          “Todos temos sombras e esqueletos em nossa história pessoal. Mas ouça, há algo maior neste mundo do que nós, e esse algo é cheio de Graça e misericórdia, paciência e inventividade. No momento em que o foco da sua vida muda da sua maldade para a bondade dEle, no momento em que a pergunta deixa de ser: “O que foi que eu fiz?” e passa a ser: “O que Ele pode fazer?”, a libertação do remorso pode acontecer; milagre dos milagres, você pode perdoar a si mesmo porque está agora perdoado, aceitar a si mesmo porque agora é aceito, e começar a reconstruir os próprios lugares que você, uma vez, colocou abaixo. Essa Graça é o segredo de sermos capazes de perdoar a nós mesm os. Confie nela”. John Claypool (teólogo e pastor episcopal).

-          Todos os dias temos que tomar essa decisão. Tudo o que você alimentar, crescerá em sua vida. O que você planeja fazer em relação a isso?

-          A decisão é sua!  

 

Que Deus o abençoe rica e abundantemente,

Em Cristo,

Rev. Hilder C Stutz

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VOCE SABE LIDAR COM A SOLIDÃO?
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Qua, 14 de Setembro de 2011 19:12

 

Solidão é um sentimento de vazio e isolamento.

A solidão é mais do que querer uma companhia.

Na solidão necessitamos de algo que nos transforme mas que não sabemos o que é.

Durante um ano e meio morei sozinho. Quando eu chegava no aparthotel onde morava, depois de fechada a porta do quarto, não tinha o que fazer e a leitura era a minha melhor companhia.

Me acostumei a ler por solidão, longe de barulhos, algazarras de crianças, sons de musicas, barulhos de carros e vozes. 

Solidão não é estar desacompanhado.

Muitas pessoas passam por momentos em que se encontram sozinhas, seja por força das circunstâncias ou por escolha própria.

Estar sozinho pode ser uma experiência positiva, prazerosa e trazer alívio emocional, desde que esteja sob controle do proprio indivíduo.

Em seu crescimento o ser humano começa um processo de separação ainda no nascimento, a partir do qual continua a ter uma independência crescente até a idade adulta.

Para sentir solidão, entretanto, o indivíduo passa por um estado de profunda separação.

Isto pode se manifestar em sentimentos de abandono, rejeição, depressão, insegurança, ansiedade, falta de esperança, inutilidade, insignificância e ressentimento.

Se tais sentimentos são prolongados eles podem se tornar debilitantes e bloquear a capacidade do indivíduo de ter um estilo de vida e relacionamentos saudáveis.

Se o indivíduo está convencido de que não pode ser amado, isto vai aumentar a experiência de sofrimento e o consequente distanciamento do contato social.

A baixa auto-estima pode dar início à desconexão social que pode levar à solidão.

As pessoas podem sentir solidão por muitas razões e muitos eventos da vida estão associados a ela. A falta de amizades durante a infância e adolescência ou a falta de pessoas interessantes podem desencadear não só a solidão, mas também a depressão.

Robson Crusoé  e Ton Hanks no filme o Naufrago são exemplos de solidão que expondo a pessoa a um longo stress pode leva-la à loucura.

Muitas pessoas passam pela experiência da solidão pela primeira vez quando são deixadas sozinhas quando crianças.

Outro pensamento muito comum, embora temporário, ocorre em consequência de um divórcio ou a perda de algum relacionamento afetivo de longa duração.

Nesses casos, a solidão pode ocorrer tanto por causa da perda de outra pessoa quanto pelo afastamento do círculo social do qual ambos faziam parte, causado pela tristeza associada ao evento.

A perda de alguém  provoca um período de lamentação, onde o indivíduo se sente sozinho mesmo na presença de outros.

A escola existencialista diz  que cada pessoa vem ao mundo sozinha, atravessa a vida como um ser em separado e, no final, morre sozinho.

Anos atrás passei por um profundo sentimento de solidão. Era uma experiência emocional nova para mim. Meu pai teve um episódio de diabetes. Ele estava sem consciência, com 95 anos deitado numa maca, tremendo sem parar, 50 km distante de casa, de madrugada, num corredor de hospital, sem médicos, eu estava com celular sem bateria, não tinha ficha de orelhão, não tinha um telefone disponível, não podia deixá-lo sozinho para que não caísse da maca, não tinha ninguém para me ajudar, nem bombeiros, nem policia, nem família, nem médicos, ninguém, só eu e ele. Eu estava desesperadamente sozinho dentro de um prédio gigante arrastando uma maca para baixo e para cima.

Eu nunca tinha me sentido tão sozinho, tão impotente como naquele dia.

O Salmo 102:6-7 diz: “Sou semelhante ao pelicano no deserto; sou como a coruja das ruínas. Não durmo e sou como o passarinho solitário no telhado.” 

Eu estava me sentindo isolado distante de socorro, de amigos e de parentes

Estava me consumindo pelo vazio pela angustia, pela aflição, pela impotência, com medo a morte que rondava meu pai naquele instante.

A palavra "solidão" em inglês, “loneliness” foi considerada a mais triste da língua inglesa. Seu som evoca tristeza.

Sentei-me no chão do hospital cansado de andar para lá e para cá sem saber a quem socorrer. Precisava ter alguém para falar e pedir socorro. Mas não tinha ninguém que pudesse me ouvir.

 Naquele instante usei do único socorro que eu podia me recorrer e desfrutei de um tempo a sós com Deus, em meu desespero  e aflição.

Eu me sentia profundamente só, totalmente desconectado de todo e sem qualquer relacionamento com pessoas ao meu redor.

A solidão é algo involuntário, não desejado. Ela provoca sentimentos de depressão

O estar só, a quietude, é algo voluntário, uma opção deliberada. Estar só é positivo, regenerador e chega a ser inspirador.

O Salmo 102 enfatiza esta diferença entre o estar só e a solidão.

O que um pelicano melancólico estaria fazendo no deserto?   O seu verdadeiro lugar é no litoral próximo ao oceano, se refrescando com a  água.

O que um mocho (coruja) solitário estaria fazendo ali? Este pássaro noturno vive sobrevoando as árvores da floresta ou no alto de postes telefônicos para avaliar a presa que está prestes a ser devorada.

E o que o pardal solitário estaria fazendo no telhado? Este pequeno pássaro é urbano que vive em comunidades das cidades. Onde houver pessoas ali encontraremos estes passarinhos.

Esses três pássaros são retratados fora de seu habitat, fora de seu ambiente. Seria compreensível que cada um experimentasse sentimentos insuportáveis de isolamento e solidão.

As escrituras também falam de pessoas que se sentiam absolutamente sozinhas, desesperadamente sozinhas. Eram pessoas solitárias embora estivessem todas perto de outras pessoas.

Jacó lutando com Deus no poço e na prisão. Moisés no deserto sozinho mesmo junto de 600.000 pessoas. Elias no Monte Carmelo fugido de medo da Jezabel. Jô assentado em cinzas  buscando refrigério para suas chagas. Jonas preso dentro do ventre de um peixe, sem espaço, sem ar, só pensamentos. Jeremias no fundo do poço sem que ninguém o ouvisse. Jesus no Calvário, sozinho mesmo no meio da multidão que olhava seu martírio. Aqui podemos sentir o maior brado solitário do filho de Deus : “Por que Me abandonaste?” (Mateus 27.46).

No Salmo 73, Asafe que era o compositor e líder do coral de Davi, fala de sua luta contra a solidão  quando a vida lhe parecia por demais injusta.

No auge de seus desapontamentos e sua crise de fé ele escreve esse Salmo que também pode proporcionar a cada um de nós o conforto durante solidão:

A presença de Deus - “Contudo, sempre estou contigo; tomas a minha mão direita e me susténs” (verso 23).

A proteção de Deus - “Tu me diriges com o teu conselho, e depois me receberás com honras” (verso 24).

Deus - “E na terra, nada mais desejo além de estar junto a Ti” (verso 25).

 

Pode ser que você esteja passando por um tempo de solidão neste momento, em seu trabalho ou em seu lar.

Pode ser que em algum momento de sua vida você se sinta  desorientado ou abandonado, sem um único amigo em quem se apoiar. Lembre-se da promessa de Deus: “Nunca o deixarei; nunca o abandonarei” (Hebreus 13.5).

E se você sabe de alguém que esteja vivenciando momentos de intensa solidão ofereça a ajuda desses textos sagrados porque vão ser úteis aos solitários em seus mais diferentes estágios de depressão.

 Lembre-se que todos nós, eu e você enfrentamos ou enfrentaremos em algum momento algum grau de solidão mesmo que ela  não seja tão aguda.

O salmista usa de certa ironia quando fala do pelicano e do mocho estando eles no deserto ou o do pardal no telhado.

Todos estavam em lugares que não eram deles, eles estavam em ambientes que não lhe pertenciam. O mesmo acontece com você quando você está “deslocado” cheio de duvidas, angustias e mágoas.

Guarde no seu coração essa verdade: Onde você estiver, no meio de uma decisão difícil, no meio do temporal, no meio da dor, da angustia, do martírio, no corredor do hospital ou num conflito conjugal, no escritório de trabalho ou fechado no seu quarto entre lágrimas nos travesseiros você sempre pode encontrar Deus ali no meio de sua solidão

 

Que Deus seja louvado

 

Joel Carreiro

 

 
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Falta do cinto de segurança configura co-responsabilidade em acidente de trânsito

A Justiça Estadual entendeu que a vítima de um acidente de trânsito ocorrido na estrada entre Garibaldi e Teutônia, no interior do Rio Grande do Sul, contribuiu com os efeitos do sinistro por não estar usando cinto de segurança. A decisão é da 11ª Câmara Cível do TJRS, confirmando sentença proferida...
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