Parabéns a nós mulheres
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Sáb, 26 de Fevereiro de 2011 01:39
A cada dia 8 de março comemora-se O Dia Internacional da Mulher e talvez o evento que deu início a essa comemoração tenha sido o longíncuo protesto de 129 tecelãs da fábrica de tecidos Cotton, de Nova Iorque, que decidiram paralisar seus trabalhos, reivindicando o direito à jornada de 10 horas.

Veio a  Revolução Industrial, em 1789, e as  reivindicações tomaram maior vulto com a exigência de melhores condições de trabalho, acesso à cultura e igualdade entre os sexos.

Isso porque as operárias desta época eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, foi proposto que o dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às operárias de Nova Iorque. A partir de então esta data começou a ser comemorada no mundo inteiro como homenagem as mulheres.
Mas o caminho das mulheres em busca de respeito à sua dignidade pessoal, social e profissional tem sido longo, às vezes árduo e não terminará nunca.

Em 1885 no Brasil a compositora e pianista Chiquinha Gonzaga estréia como maestrina, ao reger a opereta "A Corte na Roça". Foi  a primeira mulher no Brasil a estar à frente de uma orquestra. Precursora do chorinho, Chiquinha compôs mais de duas mil canções populares, entre elas, a primeira marcha carnavalesca do país: "Ô Abre Alas". Escreveu ainda 77 peças teatrais.



Em 1927 o Governador do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, consegue uma alteração da lei eleitoral dando o direito de voto às mulheres. O primeiro voto feminino no Brasil – e na América Latina! – foi em 25 de novembro, no Rio Grande do Norte. Quinze mulheres votaram, mas seus votos foram anulados no ano seguinte. No entanto, foi eleita a primeira prefeita da História do Brasil: Alzira Soriano de Souza, no município de Lages - RN.

Em 1932 Getúlio Vargas promulga o novo Código Eleitoral, garantindo finalmente o direito de voto às mulheres brasileiras.

Hoje na atualidade a partir da Constituição de 1988 a igualdade entre as pessoas homens e mulheres, é direito da própria personalidade humana.

Vamos vendo leis trabalhistas igualitárias, Lei Maria da Penha sobre a violência doméstica específica para as mulheres, a lei que define o crime de assedio sexual, enfim, caminhamos. E temos sim, muitos tópicos a comemorar.

Vamos vendo cada vez mais o crescimento de mulheres empreendedoras e os dados  confirmam que há em torno de 6,4 milhões de empreendedoras brasileiras, o que representa 46% do total de empreendedores brasileiros (GEM, 2003).

Uma das mais recentes conquistas e talvez a mais importante tenha sido a chmada Lei Maria da Penha que retrata a prevenção da violência contra a mulher no meio domestico, do lar, aonde o agressor quase sempre é o marido.

Nessa lei novos mecanismos de proteção à vítima mulher e de punição ao agressor homem,  no recinto do lar ficaram mais evidenciados e previstas suas punições.

Mas para parabenizar mesmo, seria cumprimentar a mãe anônima, que cumula os afazeres de parideira e profissional, que ao mesmo tempo corre para dar conta da reunião de pais e aquela reunião da Multi Nacional  a qual não dá para se ausentar, aquela que como mãe vigia, educa, acalenta, e como profissional é competente, ativa,  dinâmica e empreendedora.

No contexto brasileiro, estudos de Jonathan  (2001) e de Rocha-Coutinho (2003) sugerem que empreendedoras e executivas, respectivamente, atribuem igual importância à realização profissional, à maternidade, ao relacionamento afetivo estável com  um par, bem como ao tempo dedicado a si mesmas.

Elas parecem abandonar a idéia de que o sucesso em uma dimensão da vida signifique,  necessariamente, fracasso nas demais.

De acordo com Jonathan (2001), alcançar um  equilíbrio entre as necessidades vinculadas aos espaços profissional, familiar e pessoal é o que mais desejam as empreendedoras brasileiras.

Sim, parabéns a todas nós que cumulamos funções, não 2 ou 3 mas somos multi facetadas em mil papéis, exatamente como o camaleão.

Autora Maria Alice Azevedo Marques
 
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